A vida não é uma receita de bolo...


Faz exatamente dois meses que comecei esse blog. Estou cada vez mais assustada com as mudanças que minha vida tem tomado, essas mudanças estão acontecendo tão rapidamente que quando me dou conta estou embolada em uma teia gigantesca... O primeiro post vem com um desabafo, um recomeço, ou somente uma vírgula nessa fase que só começou.

Vivo me perguntando, afinal, o que é viver? É seguir padrões? Viver como alguém premeditou? Ou viver cada dia como se fosse único (e é!).
 Eu sempre acreditei na última hipótese e adotei para minha vida, é lógico que com essa decisão recebi inúmeras críticas, inúmeras pessoas resolveram se afastar, pessoas que eu julgo(ava) ser essenciais para minha vida, pessoas importantes, e que mesmo escolhendo ficarem longe de mim, vou carregar pra sempre em meu coração, afinal, sangue é sangue. Mesmo perdendo coisas e pessoas, com essa decisão eu ganhei muito, pessoas que estão ao meu lado para o que der e vier, para secar minhas lágrimas ou para chorar comigo, momentos que jamais vou me esquecer e a promessa de uma vida intensa e viva. Sem saber como será o outro dia, sem saber o que esperar de alguém, afinal, esperar nunca foi meu forte... Tudo pra mim começou cedo, independência, liberdade e junto suas consequências.

É incrível como coisas que a pouco tempo eram tão essenciais em minha vida, hoje não fazem falta alguma. Cheguei a conclusão de que quase tudo que a gente tem, ou acha que tem, é explicitamente substituível. Desde pessoas e objetos, à hábitos e sentimentos. É tudo questão de achar o que devemos ou merecemos ter, a tal da necessidade que o nosso cérebro e corpo criam. Quando eu era gordinha, não conseguia imaginar minha vida sem Coca-Cola e chocolate, quando tinha base familiar, não conseguia imaginar minha vida sem aqueles momentos de comercial de margarina. Mas hoje? Hoje eu vejo que minha vida sem Coca-Cola e chocolate só teve a melhorar, e que sem família eu aprendi a me virar sozinha, com o que posso e consigo fazer. É claro que faz falta, quando vou a algum lugar e vejo coca-cola eu tenho vontade, e em momentos difíceis eu sinto falta de um abraço e de uma palavra incentivadora de uma só pessoa. Mas sei que cada escolha tem um preço a ser pago, claro, as vezes caro de mais. 

É então que me pergunto se eu me arrependo de algo na vida e me lembro que a maioria das minhas atitudes foram impensadas, do tipo tentar planejar cada dia da semana, mas na hora de acontecer o roteiro sempre sair diferente. Depois de lembrar de alguns momentos cruéis que esses atos impensados me fizeram ter, eu respondo que não, não me arrependo de nada que fiz até hoje. Porque sempre pensei que só existe arrependimento quando a gente não adquire nada com determinada situação. E eu sempre aprendi com as consequências dos meus atos, independentes de terem sido bons ou ruins.

E é por isso que eu não aceito essa coisa de ter que seguir uma suposta regra social. Esse lance de acompanhar padrões. Eu não quero seguir a receita de um bolo recheado de hipocrisia e sorrisos falsos. Prefiro passar do ponto, errar a massa, exagerar no recheio, e depois comê-lo rindo (ou chorando) lembrando de todos os momentos que eu precisei passar em busca do que muita gente acha que tem, ou então não faz questão de ter: a felicidade. 

E se eu sou feliz assim? Do meu jeitinho, sim, eu sou!

Hakuna Matata and You Only Live Once, gente!

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